LenLen: como dar personalidade ao design sem esconder a informação

Uma marca pode ser descontraída e ainda precisar orientar escolhas muito concretas. O cliente quer reconhecer um produto, encontrar uma informação ou entender como pedir. A personalidade visual deve participar dessa conversa. O desafio aparece quando a expressão toma o espaço necessário para a orientação.
O projeto LenLen, restaurante tailandês em Manhattan, usa uma linguagem que a Pentagram descreve como desenhada à mão, com ilustrações e colagens. O case relaciona essas escolhas à intenção de expressar hospitalidade e espontaneidade. Também apresenta aplicações em cardápios, sinalização e elementos do ambiente. A autoria é de Andrea Trabucco-Campos e equipe. São decisões e intenções documentadas, não uma medição da experiência dos clientes. Ver o case oficial de LenLen
A agência registra repercussão desse trabalho em 5 de outubro de 2026. A referência foi consultada em 22 de outubro, numa janela ampliada para análise. Essa data de repercussão não comprova quando o restaurante ou sua identidade começaram a funcionar. Registro de repercussão na Pentagram
LenLen: personalidade não precisa ocupar tudo
Nossa interpretação é que um projeto expressivo deve distribuir diferentes papéis entre seus elementos. Uma ilustração pode criar uma presença marcante. Uma descrição de serviço precisa permitir compreensão. A relação entre as duas tarefas deve ser planejada conforme a aplicação, em vez de repetir a mesma intensidade em toda a peça.
Para um pequeno negócio, vale perguntar onde a pessoa está entrando em contato com a marca. Uma parede pode ser contemplada por mais tempo. Uma placa pode ser procurada durante um deslocamento. Um material de escolha precisa ajudar a comparar alternativas. Esses contextos podem exigir decisões diferentes dentro da mesma proposta visual.
Isso não significa que toda informação funcional deva ficar sem caráter. Significa que o projeto deve ser avaliado pela tarefa que precisa cumprir. Uma solução pode conservar gestos manuais, imagens e humor enquanto reserva um espaço estável para aquilo que o cliente precisa localizar.
Marque a tarefa de cada área da peça
Escolha uma aplicação real e separe suas áreas por função. O exercício abaixo ajuda a discutir a composição sem reduzir a conversa a “mais limpo” ou “mais divertido”. Cada área pode ter mais de uma função, mas uma delas deve orientar a decisão quando houver conflito.
Função | O que observar |
Identificar | A pessoa consegue reconhecer qual empresa apresenta o material? |
Explicar | O conteúdo permite entender a opção ou o serviço? |
Diferenciar | As alternativas aparecem de forma comparável? |
Orientar | O próximo passo está localizável? |
Expressar | Os recursos visuais dão à peça uma presença relacionada à marca? |
A proposta é uma ferramenta editorial própria. Ela não reproduz uma avaliação feita pelos autores de LenLen. Use-a para localizar uma questão concreta: uma ilustração está escondendo uma informação? Há uma área decorativa que poderia ajudar a organizar o conteúdo? Uma chamada está competindo com o nome do produto?
Exemplo fictício: uma loja com linguagem artesanal
Considere a fictícia Quitanda do Pátio. A marca gosta de cartazes desenhados à mão e deseja apresentar cestas de produtos. No primeiro ensaio, os nomes e os detalhes de cada cesta aparecem espalhados entre desenhos. A equipe percebe que precisa explicar oralmente quais itens pertencem a cada opção.
Uma hipótese de revisão seria manter o caráter artesanal nas molduras e nos títulos, organizando as informações de cada cesta em conjuntos reconhecíveis. O objetivo do ensaio é verificar se o cliente consegue comparar as opções. Não se trata de uma campanha executada nem de uma alegação de aumento de pedidos.
Se a loja também usa etiquetas e uma placa externa, cada aplicação deverá ser observada separadamente. Transportar a composição do cartaz para uma etiqueta menor pode retirar justamente a área que organizava as informações. A decisão não deve ficar reduzida a encolher o arquivo.
Teste a escolha antes de defender o estilo
Prepare uma tarefa simples com o material: encontrar uma opção, explicar a diferença entre duas alternativas ou localizar o canal de pedido. Mostre a peça a alguém que não acompanhou sua criação. Peça que aponte onde encontrou a resposta, sem ensinar previamente o caminho.
Registre a tarefa que a peça deve permitir.
Observe quais elementos a pessoa usa para se orientar.
Anote informações que exigiram explicação adicional.
Reveja as áreas em que expressão e orientação disputam espaço.
Repita a conferência com a versão corrigida e o mesmo conteúdo.
Essa observação ajuda a localizar dificuldades da peça, mas não valida toda a identidade nem representa a opinião de todo o público. Ela também não decide qual estética a marca deve adotar. O teste produz uma pergunta de projeto mais útil que uma discussão de gosto isolado.
Leve a personalidade até os materiais cotidianos
Ao contratar, inclua as aplicações que realmente participam do atendimento. Uma marca pode ser apresentada de forma expressiva numa imagem de lançamento e perder essa relação nos materiais usados diariamente. Escolha exemplos suficientes para discutir o funcionamento da proposta sem exigir peças que a operação não utilizará.
O interesse do caso LenLen está na articulação de uma linguagem com pontos de contato de um negócio físico. A adaptação à sua empresa exige outra investigação. Para conversar com a Briccitly sobre identidade visual, reúna os materiais em que sua personalidade precisa aparecer e as informações que o cliente precisa encontrar. Conhecer identidade visual da Briccitly




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